Treinamento e Workshops
Programas de desenvolvimento baseados em ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) e Ciência da Gestão de Comportamentos Organizacionais (do inglês OBM — Organizational Behavior Management).
Para founders, executivos e profissionais liberais. Disponível em formato individual ou em grupo (workshops B2B para empresas ou grupos temáticos).
O que é treinamento — e o que não é.
Treinamento não é terapia. É um programa fechado, com começo, meio e fim, focado em desenvolvimento de habilidades específicas — flexibilidade psicológica sob pressão, clarificação de valores, autogestão, comunicação difícil, prevenção de burnout.
Diferente da psicoterapia (que trata sofrimento clínico instalado), o treinamento opera em três cenários: prevenção (antes do problema aparecer), desenvolvimento (construção ativa de habilidades) e promoção de saúde (manutenção do que está funcionando).
Os dois produtos usam a mesma base científica (ACT), mas têm escopo, vocabulário e ética distintos. Essa fronteira protege participante, empresa contratante e o profissional. Quando um participante apresenta sofrimento clínico relevante durante um programa de treinamento, é encaminhado para psicoterapia (pode ser comigo, em contexto separado), ou com outro profissional.
Três formatos disponíveis
Formato 1 — Treinamento individual
Para founder, executivo ou profissional liberal que quer trabalhar habilidades específicas em ritmo intensivo e personalizado, sem entrar em processo terapêutico aberto.
Estrutura: programa fechado de 4 a 8 sessões, com objetivo definido na primeira conversa, entregáveis intermediários e revisão de progresso no fechamento. Sessões online preferencialmente.
Útil também para quem não tem queixa clínica relevante, mas quer desenvolvimento estruturado em flexibilidade psicológica, autogestão ou tomada de decisão sob pressão.
Formato 2 — Treinamento em grupo (grupo aberto)
Grupos temáticos pequenos (6 a 10 participantes) com perfil similar — founders, executivos ou profissionais liberais reunidos em grupo. Inscrição individual.
Estrutura: programa fechado de 4 a 8 encontros online, com tema central definido (por exemplo, “Flexibilidade psicológica para quem decide” ou “Prevenção de burnout para profissionais liberais de saúde”).
Útil para quem busca não só desenvolvimento de habilidades, mas também troca com pares enfrentando contextos similares.
Formato 3 — Workshop B2B fechado
Programa contratado por empresa para time interno — lideranças, executivos, áreas específicas. Formato customizado conforme briefing.
Estrutura típica: 3 a 6 encontros, online ou presencial, com tema acordado com a empresa (“Prevenção de burnout para liderança”, “Tomada de decisão sob pressão”, “Flexibilidade psicológica para times executivos”). Possibilidade de palestra-aula introdutória pontual (2 a 4 horas) como porta de entrada para programa maior.
Empresas que costumam contratar: startups em escala, healthtechs, escritórios profissionais (advocacia, consultoria), times de operações em setores de alta cobrança.
Habilidades trabalhadas nos programas
O programa desenvolve quatro capacidades centrais, organizadas em torno da intersecção entre ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) e Ciência da Gestão de Comportamentos Organizacionais (OBM).
01 — Flexibilidade psicológica sob pressão
Continuar agindo em direção ao que importa mesmo quando aparecem pensamentos difíceis, sentimentos desconfortáveis ou sensações físicas ruins. Em ambientes de alta exigência, a estratégia mais comum — e a que mais cobra preço — é tentar controlar o desconforto antes de agir: eliminar a ansiedade antes de decidir, evitar a conversa difícil, adiar a reunião que vai expor uma vulnerabilidade. Funciona no curto prazo, custa caro no médio. A ACT propõe a virada: parar de gastar energia tentando controlar o que aparece por dentro, e investir essa energia em ação alinhada ao que importa. Não é resiliência repaginada — é uma capacidade técnica, mensurável, com evidência empírica direta de que prevê tanto saúde mental quanto desempenho objetivo no trabalho.
02 — Clarificação de valores e ação consistente
Saber, com precisão, em direção a quê você está agindo — e usar essa clareza como bússola para decisões diárias. Valor não é meta. Meta se atinge e acaba; valor é direção de movimento, válida ao longo da vida. Em ambientes de alta exigência, é comum confundir os dois — e acabar correndo atrás de objetivos que, no fundo, são demanda externa, expectativa internalizada ou ruído de comparação social. O trabalho aqui é diferenciar o que importa de fato do que apenas parece importar, traduzir valores em metas operacionais e ações concretas, e construir o hábito de revisar essa consistência periodicamente. Para quem decide muito e em ambientes voláteis, ter essa bússola estável faz diferença direta em qualidade de decisão.
03 — Leitura comportamental do ambiente
Diagnosticar quais variáveis do contexto em que você opera estão produzindo desempenho ou exaustão. Este é o aporte da Ciência da Gestão de Comportamentos Organizacionais (OBM). Burnout, ansiedade de performance e queda de desempenho não são, em primeiro lugar, problemas de personalidade — são produtos do desenho do ambiente. Volume de demanda em relação a recursos, qualidade do feedback recebido (ou não recebido), estrutura de reforço, exposição contínua a estímulos aversivos sem opção real de pausa: tudo isso forma uma equação ambiental que opera sobre o comportamento. A habilidade aqui é aprender a mapear essa equação no contexto próprio — como founder, executivo ou profissional liberal — e identificar o que pode ser redesenhado.
04 — Prática regulada de atenção e autogestão
Capacidade técnica de notar pensamentos, sentimentos e sensações sem ser arrastado por eles — e de organizar o próprio comportamento sem depender de supervisão externa. Atenção plena, na ACT, não é exercício de relaxamento. É uma habilidade operacional: notar que apareceu um pensamento de autossabotagem antes de obedecer a ele; perceber a tensão no peito antes de reagir mal à reunião; observar o impulso de checar o e-mail antes de ceder a ele. Para quem opera em autonomia (founder, profissional liberal, executivo sênior), essa capacidade se combina com autogestão: manter estrutura própria sem depender de chefe, ritmo ou supervisor externo para sustentar consistência. Prática regulada é o que sustenta as outras três habilidades no longo prazo.
O que essas quatro habilidades destravam na prática
Quem desenvolve essas capacidades passa a operar diferente em situações que costumavam pesar: feedbacks difíceis, conversas de desacordo, decisões impopulares, escolhas em cenário de alta incerteza, identificação de sinais precoces de exaustão, redesenho de rotinas que estavam levando ao colapso. Esses não são módulos separados do programa — são consequências de ter as quatro habilidades em operação.
Treinamento não é terapia.
Os dois produtos são oferecidos por mim, mas são produtos diferentes. Treinamento opera em escopo educacional e de desenvolvimento de habilidades — não há anamnese clínica, não há diagnóstico, não há prescrição. Quando um participante apresenta sofrimento clínico relevante, é encaminhado para psicoterapia (pode ser comigo, em contexto separado), ou com outro profissional.
Essa fronteira é parte do método. Protege participante, empresa contratante e a própria prática clínica.
Como começar
Para indivíduo
Treinamento individual ou grupo aberto
Entre em contato pelo WhatsApp ou e-mail sinalizando interesse em treinamento. A primeira conversa serve para entender o contexto e decidir o formato — individual ou grupo aberto.
Falar pelo WhatsAppPara empresa
Workshop B2B fechado
Entre em contato com um briefing inicial: tamanho do time, contexto (área, momento da empresa, dor principal), objetivo do programa, preferência de formato (online ou presencial). Em uma primeira conversa definimos escopo, formato e proposta.
Solicitar uma conversa B2B